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    A verdade em Ciência

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    epatrick
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    A verdade em Ciência

    Mensagem por epatrick em Seg Fev 13, 2012 1:53 pm

    A ciência baseia-se em observações reproduzíveis, mas nunca poderemos estar seguros de que não existem exceções.


    A ciência não pode fornecer provas definitivas das leis da natureza porque, apesar de podermos testar uma ideia repetidas vezes, nunca poderemos estar seguros de não existirem exceções. Algumas religiões fundamentalistas e programas sensacionalistas de TV exploram essa dificuldade e tentam difundir a ideia de que ciência é apenas um conjunto de crenças tão validas do quanto outro qualquer. Mas, apesar de a ciência não ser capaz de nos fornecer verdades absolutas, isso não significa que devemos colocá-la em pé de igualdade com crenças místicas e coisas semelhantes. [...]
    A filosofia da ciência examina a essência do método científico, procurando responder o que ele realmente nos permite conhecer. A ciência lida com o conhecimento empírico, isto é, aquele que adquirimos por meio de nossos sentidos - ampliados, se necessário, por instrumentos como microscópios ou aceleradores de partículas - e não apenas por reflexão. O empirismo, como procedimento para conhecer o mundo natural, é relativamente recente. Ele se estabeleceu com sucesso na revolução científica dos séculos XVI e XVII, quando Galileu Galilei, Robert Boyle, Isaac Newton e outros mostraram que fatos obtidos pela observação empírica podiam revolucionar a nossa visão de muno.

    É nisso que a ciência se distingue da magia. Apesar de ter havido alguma sobreposição no passado - Newton era alquimista praticante e textos místicos pode tê-lo inspirado a pensar na gravidade -, existe uma diferença fundamental entre ciência e magia. A ciência baseia-se em observações reproduzíveis e na publicação aberta. Não existem textos secretos ou "ocultos" e, no caso de um experimento não funcionar, nós não culpamos o céu, ou a falta da pureza espiritual do pesquisador ou - o algoz favorito atualmente dos ilusionistas da TV - as "más vibrações' geradas pelos observadores críticos.

    O empirismo, no entanto, tem seus próprios problemas filosóficos. Como, a partir de atos, surgem as teorias e as leis da natureza? Imagine um experimento que envolva a observação da queda de maçãs. Após observarmos maçãs caindo das macieiras, ou verificando que as maçãs também podem cair das mãos de uma pessoas, do topo de um edifício ou de outros lugares altos concluímos que há uma lei fundamental responsável por esse comportamento. Nós a chamamos de lei da gravidade e, a partir dela fazemos a previsão de que, quando soltarmos uma maçã ou qualquer outra coisa similar ela cairá no chão.

    Ao fazer uma previsão com base em um conjunto restrito de observações - as maçãs observadas caem no chão quando soltas no espaço -, estamos fazendo uma generalização universal: todas as maçãs cairão ao chão quando forem soltas. Esse salto do particular para o geral é chamado raciocínio indutivo.
    O raciocínio indutivo não em sustentação lógica. O filósofo David Hume (1711 - 1776) levantou o problema de que não há ligação lógica ao longo do tempo; só porque algo acontece muitas vezes no passado, isso não prova que voltará a acontecer no futuro. Karl Pooper 91902 - 1944) concluiu que a verificação científica realmente não prova coisa alguma. Não é porque observamos inúmeros cisnes brancos que estaremos habilitados a fazer a generalização de que todos os cisnes são brancos. Popper propôs, então que a ciência chega a conclusões não por meio de sua verificação, mas por seu falseamento. Nunca seremos capazes de mostrar que todos os cisnes são brancos, mas basta observarmos um único cisne preto para negar essa possível conclusão.

    Em termos lógicos, o raciocínio é muito poderoso e os cientistas têm feito bom uso desse poder. Popper dizia que a ciência progride por meio de testes de hipóteses. Um cientista cria uma hipótese para ser testada: por exemplo, que a gravidade é capaz de curvar um feixe de luz que se propaga no vácuo. Ele e outros cientistas, rivais e não-rivais, submetem a hipótese a testes experimentais que possam mostrar que ela é falsa. Se a hipótese "sobreviver" a repetidos testes, ela será aceita como uma "verdade científica".

    As ideias de Popper fornecem uma ligação entre a teoria e o experimento. Segundo ele, não importa a quantos testes uma hipótese ''sobrevive'': nunca teremos uma prova filosófica de que ela seja verdadeira.

    (fonte: CROSS, Michael. New Scientist -Inside Science, p. 128)
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    Luís Feltrin
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    Re: A verdade em Ciência

    Mensagem por Luís Feltrin em Seg Fev 20, 2012 10:15 am

    Como uma professora do colégio dizia, sempre há exceções.
    O conhecimento científico progride com o tempo e quando uma nova descoberta é feita alguns conceitos podem ser alterados. O exemplo mais marcante disso talvez seja o modelo do átomo. E o mais recente que comprovou que o neutrino é mais rápido que a luz.
    Quanta coisa a gente toma hoje como certo, como o que é "A Verdade", e que no futuro pode ser descartada!
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    epatrick
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    Re: A verdade em Ciência

    Mensagem por epatrick em Seg Fev 20, 2012 12:26 pm

    Olá, Luís Feltrin

    Muito bem observado. Interessante é a parte do artigo onde é ressaltado que nem sempre o raciocínio indutivo pode levar a uma "verdade científica" porque elas simplesmente não existem:

    "O raciocínio indutivo não tem sustentação lógica. O filósofo David Hume (1711 - 1776) levantou o problema de que não há ligação lógica ao longo do tempo; só porque algo acontece muitas vezes no passado, isso não prova que voltará a acontecer no futuro. Karl Pooper (1902 - 1944) concluiu que a verificação científica realmente não prova coisa alguma. Não é porque observamos inúmeros cisnes brancos que estaremos habilitados a fazer a generalização de que todos os cisnes são brancos. Popper propôs, então que a ciência chega a conclusões não por meio de sua verificação, mas por seu falseamento. Nunca seremos capazes de mostrar que todos os cisnes são brancos, mas basta observarmos um único cisne preto para negar essa possível conclusão."

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    epatrick
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    Re: A verdade em Ciência

    Mensagem por epatrick em Seg Fev 20, 2012 12:33 pm

    Vocês devem estar se perguntando: Ler isso vai me ajudar no vestibular?

    Observem a seguinte questão:

    (FUVEST-SP) Faça uma crítica à afirmação:

    "O modelo atômico clássico criado por Rutherford, em 1911, é considerado o modelo definitivo para o átomo."


    Resposta:

    Não. Como podemos ver no texto postado: Nenhum modelo é definitivo.


    Abraços!

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    Re: A verdade em Ciência

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